A crise brasileira de 2013-2016 – econômica, política, judicial e ética – deve ser lida como um divisor de águas, tanto por sua extensão e profundidade, quanto por seus desdobramentos. Ao que tudo indica, 2016 marca o início da reversão do quadro econômico. O mercado se reorganiza e prepara-se para reagir, mas uma série de perguntas pairam no ar e na cabeça de empresários e gestores. Para dissipar a névoa é preciso, antes de mais nada, ir mais fundo na análise do presente. Rico em movimentos que atestam o dinamismo da sociedade atual, o presente também emite sinais claros sobre as relações de consumo que, esboçadas nos últimos anos, agora têm condições objetivas de se realizar, e de outras, mais novas, que vão emergir. Assim, o momento é oportuno para oferecer as nossas respostas e apontar orientações: é esse o principal objetivo do estudo “Depois de amanhã: consumo e comportamento jovem no Brasil”.

 

O foco da análise no comportamento jovem tem como pano de fundo o consumo das famílias e das “novas famílias”. Graças às pesquisas e estudos em portfólio, o Observatório de Sinais posiciona-se de maneira privilegiada para tratar dos temas entrelaçados na abordagem. Sobre famílias e novas famílias, desenvolvemos uma linha de pesquisa que se inicia em 2008 e teve um segundo estudo em 2012, atualizado agora. Sobre comportamento e consumo jovem e análises geracionais, uma série de estudos ad hoc e autorais realizados nos últimos dez anos, incluindo diversas pesquisas com o consumidor, forneceram o quadro de referência. É o caso da conclusão sobre o empoderamento jovem pelos direitos emocionais (“eu quero”, “eu não preciso”, “eu posso” – leia mais neste post), produzida em 2009 em um estudo para o mercado de mídias e tecnologia. Outra pesquisa retomada, por razões óbvias, foi “Consumo em tempos de crise” .

 

Pode soar estranho convocar o passado para apontar tendências. No entanto, só o monitoramento fino e sistemático da evolução dos comportamentos e dos valores ao longo do tempo garante margem de segurança e assertividade para a construção de cenários futuros. Ainda assim, nem tudo se resume à história. Aos produtos do tempo de estrada e do banco de dados, somou-se ampla Pesquisa de Sinais 2016, realizada peloObservatório de Sinais com a finalidade específica de alimentar o estudo “Depois de amanhã”.

 

O resultado é um material extenso, que tem alguns de seus resultados publicados a partir de hoje, em uma série de posts organizados por blocos de informação. As duas primeiras partes fazem o mapeamento do ponto em que estamos e dos impactos imediatos da crise sobre o consumo. A terceira e a quarta partes trazem algumas das projeções do Observatório de Sinais para o médio e o longo prazos. Acreditamos, assim, continuar cumprindo com o nosso papel de alimentar o debate e de compartilhar conhecimento estratégico. E, sem mais, vamos ao que interessa!

 

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