NH15 – Final: O que é ser homem? De novo?!?

NH15 – Final: O que é ser homem? De novo?!?


O que é ser homem hoje? Para onde vai a identidade masculina? Quais são os novos papeis do homem contemporâneo?

Como dissemos, as respostas nem sempre são iguais, mas as mesmas perguntas continuam a ser feitas desde a década de 90. A recém-lançada revista Alfa, dirigida ao público masculino, segue exatamente esse tom, tanto em seu editorial quanto na pesquisa exclusiva que apresenta no primeiro número. Entre ícones da masculinidade contemporânea, entrevistas e opiniões, o psicanalista Contardo Calligaris, por exemplo, afirma que o homem está mais preocupado com a vida familiar e afetiva. Uma novidade importante, tanto quanto a preocupação crescente do homem com o prazer da mulher, como comentou o sociólogo Dario Caldas em matéria recente sobre a sexualidade masculina na revista Época.

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A imagem do ‘machão devorador’ continua em decadência. Já do lado das mulheres, embriagadas com seu próprio sucesso, surgiram as ‘cougars’ e as ‘hienas’, devoradoras de rapazes virgens... Estariam as mulheres insistindo em experimentar uma receita que não deu certo? E já que estamos falando de inversões, há outro surpreendente sinal dos tempos: quem faz mais sucesso hoje, no plano global, não são as mulheres brasileiras, e sim os homens, verdadeiros objetos de desejo de pop stars e celebs de todas as grandezas, que adoram se exibir com um ‘namorado brasileiro’ a tiracolo.

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A pesquisa de tendências (para esse ou qualquer outro segmento) se torna cada vez mais específica. Basta citar sinais tão díspares como a série White Collar ou o novo Wall Street, ou o fenômeno do sutiã cada vez mais popular entre os rapazes japoneses, mais preocupados hoje com a imagem do que com a carreira. Mas o momento brasileiro é muito particular, o que torna o entendimento dos sinais locais pela via dos trends internacionais absolutamente perigoso ou, no mínimo, frequentemente inadequado, para marcas e empresas que atuam no mercado brasileiro. O monitoramento do território masculino, realizado sistematicamente pelo ODES e por nosso banco de dados nos últimos 15 anos, mostra que, se a evolução do masculino é uma tendência global, suas manifestações assumem cores marcadamente locais. Mapeá-las e transformá-las em conhecimento estratégico para os clientes ODES é a nossa missão, no território do comportamento e do consumo masculino, como em todos os outros.

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