SISTEMA DA MODA: A REVOLUÇÃO CONTINUA

SISTEMA DA MODA: A REVOLUÇÃO CONTINUA


Faz algum tempo, indicamos as principais tendências que estão inovando a moda. Voltamos ao tema, pois é certo que o sistema da moda continua emitindo sinais de que está passando por uma profunda revolução.

O fato mais incômodo é que, hoje, o que mais interessa à moda não está acontecendo dentro das salas de desfiles.

A dificuldade não está em criar e fazer a moda acontecer – isso, a indústria sempre soube -, mas em entender as aceleradas evoluções de cenário para capturar o panorama completo. É como se as lentes da moda tivessem perdido o foco para ler a sociedade.

O “novo”, enfim, está bem vivo - mas ele vem de outros lugares e não tem, necessariamente, a ver com estilo.

Modelos de negócios disruptivos surgem a todo momento e as mudanças de interesses e de preferências dos consumidores estão no topo das preocupações da indústria.

A velocidade se impõe como regra geral, ignorando seus críticos, e não só no fast fashion.

Marcas líderes de outros segmentos também estão procurando acelerar o tempo que o produto leva para chegar à loja, em vez de desacelerar.

Nesse jogo estratégico, entre os que perdem poder de influência estão as instituições da moda.

 

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Desfile da marca Burberry na London Fashion Week, 2018. Foto: Dezeen.

 

A fashion week tornou-se um modelo fechado em si mesmo, com pouca abertura para a oxigenação e a permeabilidade

Enquanto isso, o consumidor continua preferindo eventos festivalizados, que entregam conteúdo e experiências de um jeito diferente.

No entanto, como a química dos elementos é uma questão delicada em toda festa, ainda resta saber como festivalizar a moda com sentido e sem perder o foco.

Por outro lado, existe um descompasso entre como a moda enxerga os seus papeis, neste momento, e o que querem os consumidores.

Existe um descompasso entre como a moda enxerga os seus papeis, neste momento, e o que querem os consumidores.

Desde 2016, defendemos para a moda a plataforma “mais prazer e menos culpa”, mas a concepção de que o consumidor se tornou um "censor moral" das marcas está dominando estratégias e debates (saiba mais em Você, Cidadão, 2018).

Enfim, há uma clara diferença de andamento entre os diversos campos da moda, que estão disputando, simbolicamente, quem detém o poder.

Faz tempo que a indústria da moda defende a necessidade de olhar comportamento, sociedade, tendências e mercado de uma forma mais orgânica, mais integrada.

O próximo período será dominado pelas marcas que souberem concretizar esse princípio, que se revelou tão acertado, mas ainda é pouco efetivo.

A distância entre compreender a direção das mudanças para se posicionar, ou não, será aquela que vai separar, também, a capacidade de competir... da total irrelevância.

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