TOP10 Sinais 2007

TOP10 Sinais 2007


Listas estão na moda, então aí vai a nossa também. Preparamos um TOP10 dos sinais mais eloqüentes (por razões diversas) de 2007. O ponto comum entre eles, e principal critério para terem entrado nesta lista, é o fato de apontarem direções importantes a serem consideradas no próximo período:

1 – A banda inglesa Radiohead vende todas as faixas do álbum In Rainbows pela internet no esquema pague-o-que-quiser.

2 – A obra gastronômica do chef catalão Ferran Adrià, do restaurante El Bulli faz parte da Documenta de Kassel .

3 – A ascensão e queda do fenômeno Second Life evidencia que está cada vez mais perigoso apostar na nova grande onda da Internet.

4 – Consumo da classe C: 14 milhões de brasileiros migraram, nos últimos 17 meses, das classes D e E para a classe C, segundo pesquisa Datafolha publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

5 – A Estrada, de Cormac McCarthy: o livro do ano, a cara do nosso tempo.

6 – O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) acende o estopim do medo do aquecimento global, dá uma “ajuda” inestimável à onda EcoChic que se avolumava desde 2006 e instaura de vez o pessimismo como tônica do Zeitgeist.

7 – A crise do mercado imobiliário norte-americano não abala a economia dos países emergentes, que continua com média de crescimento forte, puxada pelos BRICs – no Brasil, aliás, só se falou do boom do mercado imobiliário.

8 – Os principais fenômenos musicais brasileiros no exterior não tiveram nada a ver com samba, bossa nova ou grandes nomes, e sim com dois grupos que conquistaram a mídia européia e norte-americana: a volta de Os Mutantes (dentro de uma forte revalorização da Tropicália como um todo) e o CSS.

9 – O boom do design art nos mercados europeu e norte-americano.

10 – A Lei Cidade Limpa atinge em cheio a poluição visual de São Paulo e promove mudanças nas fachadas por toda a cidade, revelando arquiteturas, mexendo com o mercado publicitário e influenciando outras capitais.


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  1. [...] É o termo que a revista Wired utiliza para falar da economia do grátis, “o futuro dos negócios”. A idéia é dar algo para ganhar dinheiro vendendo um outro algo bem mais valioso. A matéria começa dando vários exemplos de como essa estratégia se desenvolveu e como acontece hoje, desde dar máquinas de café às empresas para vender caro os sachês, até vender consoles de games baratinhos e cobrar os games em si muito caro, o mesmo valendo para impressoras e cartuchos de tinta etc. Mas foi a internet que realmente detonou essa tendência. Segundo a revista, depois de uma década e meia de discussões sobre serviços free versus serviços pagos, o debate está chegando ao fim, e os sinais estão por toda a parte: o jornal New York Times é de acesso livre desde 2007, o Wall Street Journal vai na mesma direção, bandas como o Radiohead e Nine Inch Nails só ganharam mais dinheiro pondo seus álbuns na web, e por aí vai. Quando a gente pensa nisso, não dá pra deixar de citar a economia do tecnobrega do Pará. Os sistema freeconomics já é conhecido há tempos pelos compositores, artistas e dj’s locais, que se utilizam da pirataria para realizar lucros com apresentações em festas e na noite animada de Belém. O assunto foi tratado por Regina Case, no Fantástico, em 2004, depois no Central da Periferia em 2006, e foi alvo de reportagem na revista Rolling Stone Brasil de janeiro de 2008. Só para concluir, uma frase lapidar do artigo da Wired: “as linhas de tendências que determinam o custo de fazer negócios on-line apontam todas para o mesmo lugar: para zero”. Aos que fazem negócio vendendo informação via web, sorry, mas, a julgar pela palavra dos especialistas, tudo indica que os dias desse tipo de negócio estão contados.  | Enviar por e-mail [...]

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