VAREJO FÍSICO: 4 TENDÊNCIAS GLOBAIS PARA OBSERVAR

VAREJO FÍSICO: 4 TENDÊNCIAS GLOBAIS PARA OBSERVAR


No momento em que o debate sobre as mudanças no varejo está mais acalorado do que nunca, conheça as principais orientações sobre o futuro da loja física e do shopping.

As tendências do varejo têm sido objeto de intenso debate, em vista da verdadeira revolução que o e-commerce vem causando, nas últimas décadas. Hoje já está claro, por exemplo, que loja física e loja digital devem estabelecer um novo padrão de simbiose. Embora cada realidade e cada mercado devam ser analisados em específico – uma premissa metodológica que o ODES defende desde a sua fundação -, é óbvio que a observação das grandes correntes globais continua sempre fundamental. Nesse contexto, o que se tem visto, falado e proposto sobre o futuro da loja física, do shopping e das compras?

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SEM LOJAS?

No cenário norte-americano, os bons e velhos malls estão em pleno processo de transformação. De um lado, o abandono de lojas físicas por varejistas em favor do e-commerce, naquele país, é muito acentuado. Segundo o banco de investimentos Crédit Suisse, cerca de 8.600 lojas devem ser fechadas este ano nos EUA. Analistas preveem que 400 dos cerca de 1100 shoppings americanos devem fechar as portas nos próximos anos.

Em contrapartida, para sobreviver, os shoppings estão se transformando em centros de lifestyle, no sentido mais amplo. Escritórios, sedes de empresas, serviços médicos, entretenimento, escolas e habitação são os segmentos visados pelos incorporadores para inovar e atrair mais consumidores.

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Mais lifestyle, menos lojas: futuro dos shoppings?

MAKE SHOPPING FUN AGAIN!

O cenário descrito anteriormente afeta, sobretudo, os shoppings populares e fechados em si mesmos, no formato caixa, nas periferias urbanas. Ao mesmo tempo, uma outra experiência, mais arejada, mais aberta e sofisticada está ganhando a preferência dos consumidores. São os novos strip malls, que funcionam mais ou menos como uma rua comercial, com um mix de moda, gastronomia e serviços práticos ao consumidor.

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Atlanta, nos EUA, tem um bom exemplo de strip mall de sucesso.

Para a maioria dos analistas, esse é um bom exemplo de futuro para o varejo físico, que deve projetar novas experiências de marca - de showrooms e galerias até restaurantes e bares - para conectar-se com o consumidor.

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Loja Voo Berlin. Foto: divulgação.

NICHOS WELCOME

Sabe-se que nichos bem identificados e trabalhados podem representar excelentes oportunidades de negócios. Já dissemos aqui que a dificuldade é, precisamente, essa identificação. Um dos riscos é tomar uma moda passageira por uma tendência duradoura – eis um bom exemplo para o qual a inteligência estratégica do Observatório de Sinais pode fazer toda a diferença na avaliação de um negócio.

Veja-se o caso do vinil, que segue em firme trajetória de recuperação pela Geração Y e pelos amantes da música em geral. Em Londres, o consumo “returbinado” de vinil está fazendo surgir bares e cafés onde se vai para ouvir música nesse tipo de formato específico, que ganha ares cada vez mais cool.

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Spirit, um dos lugares para ouvir vinil em Londres. Foto: divulgação.

Em São Paulo, anuncia-se para agosto a abertura do primeiro parque vegano da capital. O Vegan Park deve reunir 30 contêineres em um terreno de 1,4 mil metros quadrados, organizados em dois andares, com terraço, mesas na rua, playground, área zen, estacionamento e bicicletário. O teste para o empreendimento foi uma festa junina, onde a “carne louca” era, na verdade, uma “jaca louca” – um mix da fruta com vários temperos -  e o produto best-seller era o “chifre de unicórnio”, um doce de chocolate e frutas servido em casquinha de sorvete.

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Festa junina vegana foi evento teste para o primeiro Vegan Park de São Paulo. Foto: Alex Lima/ Estadão.

SUPERFUTURE

Para fechar o post, um pouco de future now. Na proposta da startup sueca Wheelys, o Moby Mart, projeto que está sendo desenvolvido em parceria com a universidade chinesa Heifei, o supermercado do futuro é móvel, sustentável, aberto 24 horas, sem funcionários e gerido por inteligência artificial. Qualquer descrição é supérflua diante do vídeo que apresenta a experiência, atualmente em fase de versão beta, em Beijing. Hello, Brenda, e boas compras!